domingo, janeiro 17

Vamos a la playa

Começamos o dia bem cedo. Às 8h da manhã estávamos de pé. Resolvi passar as fotos da câmera para o pen drive para termos mais espaço. O computador, com vaga lembrança de 256mb de memória, demorou uns 40 minutos para transportar todas as fotos.

Fui para o desayuno (café da manhã). Ovo, pão, leite, geléia, manteiga. Fernando tomou na minha frente, cansado de esperar o computador lerdo. Enquanto me acompanhava na minha refeição, começamos a ouvir música do lado de fora do albergue (três estrelas, ainda não havia lembrado esse fato - risos).

A bagunça era uma espécie de folia de reis local em comemoração ao aniversário de fundação de Lima (475 anos). Pessoas de várias partes do país se encontram na capital, cultuando suas divindades, suas representações locais. Demos muita sorte. Só acontece um dia, uma vez por ano. E, em 2010, estávamos em Lima.

Pegamos um táxi com o preço médio do que nos cobraram ontem até Miraflores (15 soles). Acho barato pois a distância é muito grande, depois de passar por uma avenida gigante. Nosso passeio desta vez foi ver a praia. A idiota nem levou biquini. Por consequencia, ficou com vontade de entrar na água. Conclusão: gastei 18 soles em um biquini ridículo e fui a sensação da praia. A maioria toma banho de short mas vi muitas meninas de biquini também. Acho que chamei atenção por ser diferente mesmo.

Dane-se. Tomei banho no Pacífico. Gelado, cheio de pedras e bancos de areia no fundo. Na água, a maioria era surfista. Depois de topar com o dedo em uma pedra e abrir um buraquinho (risos), resolvi sair. Mar chato. Onde pisa tem alguma coisa. Tá. Mas é o Pacífico. Tinha que fazer isso.

Fomos almoçar em um restaurante que avisava ser à prova de terremotos. Então tá. Muitas construções têm esse adesivo. Um pouco desagradável pensar que a terra vai tremer a qualquer momento. Fui ao banheiro me secar enquanto Fernando tramava seu plano. Pediu um "ceviche", um preparado de peixe com molho picante. Confesso que não dá para perceber que é peixe por causa do molho muito forte. Fernando achou uma delícia. Eu, nem tanto. Mas a sobremesa era de matar. Panquecas de pêssego deliciosas com doce de leite.

Começamos a correr contra o tempo. O ônibus para Cusco era 14h. Uma confusão no albergue com um troco que não nos deram fez com que perdêssemos 10 minutos preciosos. Pegamos um táxi e todos os sinais fechados. Mas chegamos a tempo. Ônibus confortável. Cobertor e TV. Não consegui me prender a nenhum filme. A estrada me interessava mais.

Muitos desertos com casinhas no meio do nada. Plantações de uva, milho e outras coisas não identificáveis. Barracas na estrada vendiam uma fruta-legume-sei lá verde e grande como uma jaca. O verde mais intenso e a casca lisa. Não me pergunte o que tem por dentro.

A paisagem foi o que nos manteve acordados. O jantar veio no início da noite. Carne, arroz, batatas. Uma bolinha de queijo para acompanhar. Torta de maçã como sobremesa e água. A estrada começou a ficar sinuosa, com precipícios que não possibilitava enxergar nada. Estávamos na frente do ônibus, antes do primeiro eixo no segundo andar. Desagradável ver a estrada acabar.

Melhor não olhar e ver "Homem Aranha 3" em espanhol com legendas em inglês. No ônibus, aquele dorme e acorda sem fim. As curvas nunca paravam em uma subida interminável. Em algum momento, vencida pelo cansaço e pela náusea, dormi.

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