Pegamos um caminho em grande desordem. E o mais incrível é que tudo funciona harmonicamente do jeito deles. Ruas asfaltadas mescladas com outras sem calçamento e ovelhas amarradas. Carros dividem espaço com os 5 mil triciclos de tração humana mais as moto-táxi com carroceria para dois passageiros. No meio disso tudo, as feiras com produtos diversos: materiais para higiene pessoal, para limpeza de roupas, muita comida em pacotes de 20 kg, animais conservados em cima das bancas apenas e muita gelatina. Em outra parte do bairro, o contrabando: TV, DVD, celulares, CD's piratas. Tudo isso durante o dia invadindo as ruas.
Andando um pouco mais encontramos uma rua bem bonita da cidade. É a parte dedicada ao turismo. Muitos restaurantes e lojas de lembranças. Aparentemente fechada para carros mas as motos não deixam de cortar caminho por ela.
Depois de caminhar bastante resolvemos almoçar, ainda com medo da comida. Pedimos uma Caesar Salad e frango com purê para nós dois. Comer muito nunca mais. Descobrimos uma agência de viagens embaixo do restaurante e compramos a passagem para Arequipa, para amanhã à noite. Enquanto emitiam nosso bilhete fomos ao porto do lago Titicaca visitar as lojas de artesanato.
No caminho presenciamos uma cerimônia bem estranha para nós. Um velório com músicos vestidos ao estilo mexicano. A moça cantava, acompanhada de seus amigos de sombreiro, enquanto a família recebia os cumprimentos. Uma forma bem mais tranquila de dizer adeus.
As lojas no porto eram intermináveis. Presentes comprados e uma moto-táxi nos levou de volta à agência. Experiência divertida e barulhenta. Impressionante o motor de 125 cc aguentar tanto peso. Chegamos rápido e pagamos barato, 3 soles.
Fernando ainda não se sentia bem. Precisávamos ir ao albergue após resgatar as passagens. Ele ficou no albergue e eu saí para comprar algo para comer e beber. Amanhã é dia de sair bem cedo para visitar o lago e passar todo o dia fora.
Descobri que estávamos bem perto da rua comercial e do mercado municipal mas não conseguia encontrar um mercado para comprar biscoitos e bebidas. Consegui achar uma loja de lingerie e reforcei meu estoque desfalcado, acabando com o dinheiro levado para a rua. Tinha que voltar ao albergue. Me perdi. Perguntei a algumas pessoas sobre o nome da rua e um rapaz que passava me ajudou a me encontrar.
Voltei à praça principal através das indicações estranhas do cara do albergue. Peruanos, definitivamente, não sabem dar indicações muito bem. Mesmo assim, consegui achar um mercado. Vendia frangos mas também tinha o que eu queria.
Olhei para o grande freezer e fiquei feliz de poder comprar Gatorade gelado dessa vez. Grande engano. Estava desligado. Funcionava como um armário como em praticamente todos os lugares. A luz deve ser muito cara. De volta ao albergue, tomei banho quente e fui dormir.
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